
Filme Tropa de Elite
A polícia identificou que a primeira cópia pirata de ‘Tropa de Elite’ — que vazou e provocou a onda que tomou os camelôs do Rio — saiu de uma produtora responsável pela legendagem do filme de José Padilha.
Segundo a polícia, a primeira cópia não-autorizada do longa saiu das mãos de Marcelo dos Santos Lima, funcionário da produtora Drei Marc. Detido, ele contou ter feito uma cópia do filme para presentear o ator Alexandre Mofati Lanhas — intérprete do sub-comandante Carvalho em ‘Tropa’ — e duas que foram parar com outros dois funcionários da produtora — Eduardo Cardoso da Silva e Wiliam Correia Ferreira, que prestaram depoimento ontem como testemunhas do inquérito. A partir dos dois, que disseram ter emprestado suas cópias a terceiros, o filme teria chegado a policiais do Bope e a camelôs.
Marcelo foi indiciado por violação de Direitos Autorais e responderá em liberdade. Se for comprovado que queria lucrar com as cópias, a pena chega a 4 anos de prisão. Mas já perdeu. A produtora Drei Marc, uma das que colaboraram com a polícia e o diretor desde o início das investigações, enviou nota dizendo que “repudiou o fato, lamentou o ocorrido e o funcionário será demitido”.
A descoberta de onde vazou a cópia não aliviou o preço da pirataria. A produção calcula que o prejuízo com os DVDs chegou a R$ 10 milhões no Brasil e 20 milhões de dólares no exterior.